Esta é a página virtual do Jornal Partilhando, o informativo da Paróquia de Santo Antônio - Santo Antônio do Monte, MG

terça-feira, 12 de junho de 2007

Comunidade celebrou Pentecostes com grande festa


A celebração da Festa de Pentecostes em Santo Antônio do Monte começou às quatorze horas de domingo, vinte e sete de maio, na igreja matriz, e foi organizado pela Renovação Carismática Católica com a participação das diversas pastorais, associações e movimentos católicos paroquiais. A consagração de todas as festividades do dia à Santíssima Mãe de Deus foi o marco inicial do evento, sendo que no decorrer da tarde houve a apresentação de peças teatrais, música, danças e louvor.

Miguel Martini, palestrante convidado, durante a tarde toda pregou sobre como viver uma vida fraterna, como é o germinar de uma comunidade e como viviam os primeiros cristãos e, encerrando, conduziu a oração de louvor pedindo o envio do Espírito Santo para todos.

Nas palavras de Martini, “Jesus quer contar com aqueles que realmente são sedentos de Deus para mandar a todos nós em missão, todos nós que estamos cheios do Espírito Santo.” Noutra parte, afirmou “que somente se constrói uma amizade quando realmente se investe nisso, pois o amor é atrair ou se deixar atrair pela miséria do outro.”

Marciel, jovem atuante nas atividades paroquiais, declarou que estava participando de Pentecostes porque ali “viera para louvar a Deus, e isto resume tudo.” Afirmou ainda que “tem visto muitas pessoas sentirem vergonha de seguir a Deus e, por falta de opinião própria, vão seguindo os valores ditados pela sociedade. Elas sentem vergonha de Deus!” E concluiu dizendo que “o importante não é participar do encontro, mas sim viver o encontro!”

O encerramento do dia de Pentecostes se deu com a celebração da missa às dezenove horas pelo Padre Adelson, ao fim da qual houve a coroação de Nossa Senhora por várias crianças, como é o costume no mês de maio.



Notas

No próximo dia 7 de julho, às 18 horas, o seminarista Marcelo Adriano Ribeiro, de 27 anos, será ordenado diácono. O tema de sua ordenação diaconal será “Discípulos e missionários de Jesus Cristo a serviço do Povo de Deus”. Marcelo é santo-antoniense, filho de José Ribeiro e Helena Maria Ribeiro A celebração será no Poliesportivo de Bom Despacho, na rua Jadir Rodrigues, Bairro São Vicente.
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Aconteceu na cidade de Bambuí, no dia 03 junho de 2007, a Confraternização Diocesana das Comunidades, um momento de confraternização em oração. A Paróquia de Santo Antônio esteve presente neste evento.

“Vivei com entusiasmo, alegria e, sobretudo, senso de responsabilidade”

O mês de maio foi muito especial para o Brasil: fomos o primeiro país da América a receber a visita do Papa Bento XVI. Sua Santidade esteve aqui durante 5 abençoados dias, quando teve um emocionante encontro com os jovens, canonizou o primeiro santo nascido no Brasil, visitou um bem sucedido centro de recuperação de dependentes químicos e fez a abertura da Quinta Conferência Geral do Episcopado Latino Americano (Celam).

A visita de Bento XVI sinalizou a importância do Brasil no mundo católico e revelou a nós, brasileiros, um papa sábio e terno, que nos acolheu com grande amor. Sua visita também foi importante porque Bento XVI trouxe uma mensagem clara e firme: os ensinamentos de Jesus são válidos em todas as épocas e todos os lugares e não podemos abrir mão deles de acordo com as conveniências. Essa é uma verdade simples, que causou grandes polêmicas.

Bento XVI reafirmou o valor da vida, e condenou o aborto – monstruosidade que o ministro da Saúde e algumas organizações querem legalizar. O Papa também lembrou a importância do matrimônio, da castidade e de todas as virtudes cristãs.

Outro recado importante do Papa foi direcionado aos traficantes. Bento XVI deixou claro: o tráfico de drogas é um pecado grave e aqueles que o praticam terão que prestar contas a Deus.
Precisamos refletir sobre as mensagens de Bento XVI. São palavras de amor, de sabedoria, de verdade. A alguns, elas parecem antiquadas. Mas não há mensagem mais moderna do que a de Jesus. Não há meio mais seguro para caminhar até Deus do que por junto da Igreja.

Que Deus continue abeçoando Bento, nosso amado Papa, para que ele possa conduzir a Igreja em meio a tantos ataques, em meio a tantos inimigos. E que cada um de nós saiba ouvi-lo.

“Os anos que vós estais vivendo são os anos que preparam o vosso futuro. O “amanhã” depende muito de como estais vivendo o “hoje” da juventude. Diante dos olhos, meus queridos jovens, tendes uma vida que desejamos seja longa; mas é uma só, é única: não a deixeis passar em vão, não a desperdiceis. Vivei com entusiasmo, com alegria, mas, sobretudo, com senso de responsabilidade.”
Discurso aos jovens, no dia 10 de maio



“Sede homens e mulheres livres e responsáveis; fazei da família um foco irradiador de paz e de alegria; sede promotores da vida, do início ao seu natural declínio; amparai os anciãos, pois eles merecem respeito e admiração pelo bem que vos fizeram.
O Papa também espera que os jovens procurem santificar seu trabalho, fazendo-o com competência técnica e com laboriosidade, para contribuir ao progresso de todos os seus irmãos e para iluminar com a luz do Verbo todas as atividades humanas (cf. Lumen Gentium, n. 36). Mas, sobretudo, o Papa espera que saibam ser protagonistas de uma sociedade mais justa e mais fraterna, cumprindo as obrigações frente ao Estado: respeitando as suas leis; não se deixando levar pelo ódio e pela violência; sendo exemplo de conduta cristã no ambiente profissional e social, distinguindo-se pela honestidade nas relações sociais e profissionais. Tenham em conta que a ambição desmedida de riqueza e de poder leva à corrupção pessoal e alheia; não existem motivos para fazer prevalecer as próprias aspirações humanas, sejam elas econômicas ou políticas, com a fraude e o engano.” Discurso aos jovens, no dia 10 de maio

Samonte estava representada na visita do Papa

Autor: Roberto Teixeira Júnior - Coordenador da Pastoral da Juventude SAMonte

“Os anos que vós estais vivendo são os anos que preparam o vosso futuro. O amanhã depende muito de como estais vivendo o hoje da juventude. Diante dos olhos, meus queridos jovens, tendes uma vida que desejamos seja longa; mas é uma só, é única: não a deixeis passar em vão, não a desperdiceis. Vivei com entusiasmo, com alegria, mas, sobretudo, com senso de responsabilidade...”

Foi esta uma das mensagens do sumo pontífice no Encontro com a juventude no estádio do Pacaembu em São Paulo no dia dez. Eu tive a alegria e a satisfação de representar a nossa Paróquia. Tenho, a partir deste dia, uma outra visão sobre o Papa Bento XVI. Seu carisma, seu amor para com a juventude foi muito marcante e emocionante durante todo encontro.

Pude perceber seu amor paternal, sua preocupação com o bem viver da juventude do Brasil e América Latina. Com certeza ficará pra sempre em minha memória.

Miguel Martini: fazer política é dever do cristão

Miguel Martini é deputado federal desde o começo do ano. Antes, havia exercido durante três mandatos o cargo de deputado estadual. No último fim de semana de maio ele esteve em Samonte para fazer uma pregação durante a Festa de Pentecostes. Na ocasião, ele concedeu ao Jornal Partilhando uma entrevista exclusiva.


Atualmente estão tramitando no Congresso Nacional, em Brasília, vários projetos de lei que são contrários à moral e à doutrina cristãs. Dentre eles, um dos mais radicais é o que trata da legalização do aborto no Brasil, proposta esta defendida pelo governo federal na pessoa do ministro da saúde (José Gomes Temporão).

Quanto a estes projetos pró-aborto, o deputado federal Miguel Martini posiciona-se “radicalmente contrário”, destacando que é membro da Frente Parlamentar de Defesa da Vida. Essa frente, que reúne parlamentares católicos, evangélicos e seguidores da doutrina cardecista, tem atuado no Congresso, de acordo com o deputado, de “forma aguerrida contra os projetos abortistas”, realizando manifestações em defesa da vida e está buscando a cassação da portaria 158, a qual já permite o aborto em situações específicas.

Segundo Martini, existem hoje 17 projetos abortistas tramitando no Congresso e, em suas palavras, “assim como eram Portugal e México, o Brasil é amplamente contrário, conforme tem indicado as pesquisas, mas é preciso que os parlamentares cristãos lutem contra tais projetos, pois os abortistas vêm com sofismas e imagens chocantes.” Citou como exemplo quando em Portugal os abortistas usaram da imagem de uma mulher presa por cometer aborto na qual indagavam se era justo ela estar passando por aquela situação.

Em sua opinião, há espaço para os ensinamentos cristãos serem aplicados na política que deve estar neles fundamentada. Para Martini, chega a ser dever do cristão fazer política para combater aqueles que a fazem seguindo e aplicando instrumentos não cristãos.

Miguel Martini disse ainda que “hoje em dia existe uma estratégia de transferência do estado brasileiro para um estado laico. Como muitos cristãos preferem não se envolver nesta questão, acaba se tornando fácil para o governo ir se tornando cada vez mais laico, mais distante dos ensinamentos da Igreja.

Conheça nossa Igreja: A Hierarquia Eclesiástica

Muitas pessoas não sabem, mas existem apenas três níveis na hierarquia da Igreja Católica: diácono, padre e bispo. Todas as demais denominações (Papa, cardeal, arcebispo, etc.) são desdobramentos destas três.

O primeiro grau hierárquico é o de diácono. Ele é um auxiliar dos padres e bispos e pode presidir batizados, casamentos e cultos. Todo padre é, antes, ordenado diácono. Mas nem todo diácono torna-se, depois, padre: homens já casados podem ser ordenados diáconos, mantendo-se nesse grau durante toda a vida e auxiliando nos serviços da Igreja.

O segundo grau é o de padre. É o sacerdote que consagra o pão e o vinho, assiste espiritualmente os fiéis, reza missas, ouve confissões, etc. Podem ser religiosos (quando pertencem a uma ordem, como os franciscanos, os dominicanos, etc) ou seculares, também conhecidos como diocesanos, quando não pertencem a uma ordem específica. Quando estão à frente de uma paróquia são chamados de “párocos”. Podem também ser vigários (auxiliam os párocos), capelães (são padres em locais especiais como hospitais, quartéis, escolas, presídios), etc.

O terceiro grau é o de bispo. Os bispos são os sucessores dos apóstolos. Sua missão é santificar, ensinar e governar o povo de Deus e de levar o Evangelho a todo o mundo. Somente eles podem conferir os sacramentos da Ordem e do Crisma. Se estiverem á frente de uma diocese, são chamados de “bispos diocesanos”.

Um arcebispo é um bispo que está à frente de uma arquidiocese, que é, na prática, uma diocese muito grande ou muito importante. O cardeal também é, geralmente, um bispo. O cardinalato não é um grau hierárquico, mas um título de honra dado àqueles que devem auxiliar diretamente o Papa. A eleição de um Papa, inclusive, cabe exclusivamente aos cardeais, e, em geral, os papas também são antigos cardeais.

Por fim, o Papa é também um bispo: o bispo de Roma, sede da Igreja. Por isso ele é o mais importante dos bispos. É também um sucessor dos apóstolos, mas de um apóstolo em especial: São Pedro, a quem o próprio Jesus Cristo confiou a liderança da Igreja.

José: Deus guia nossos passos

José é o protagonista de uma das mais belas histórias do Velho Testamento.

Ele era o 11º filho homem de Jacó, e aquele que o velho pai mais amava, pois era primeiro filho de sua amada esposa Raquel, que morrera ao dar à luz Benjamin.

Jacó protegia José mais do que a todos e cobria-o de presentes, o que enchia os irmãos de inveja. Certa vez, quando José tinha 17 anos, os irmãos mais velhos espancaram José e o venderam como escravo, e disseram ao pai que o jovem tinha sido devorado por uma fera.

José, que antes vivera cercado de amor e de conforto, tornou-se escravo e ficou longe de sua família. Foi levado para o Egito, onde um poderoso senhor o comprou. Lá ele foi humilhado, castigado e obrigado a trabalhar duro. Mas como era muito talentoso, com o tempo ganhou responsabilidades e tornou-se o administrador da casa de seu dono. A esposa de seu senhor, no entanto, apaixonou-se por ele e tentou seduzi-lo. José resistiu à tentação, o que provocou o ódio dela. Rejeitada, a mulher disse ao esposo que José é que tentara seduzi-la. O jovem sofreu então um novo golpe, sendo mandado para a prisão.

No cárcere, José descobriu que tinha o dom de interpretar sonhos. Anos depois a sua fama chegou ao faraó, que o chamou para interpretar misteriosos pesadelos que vinha tendo. José descobriu que os sonhos do faraó eram a previsão de sete anos de grande fartura, seguidos de sete anos de grande seca no Egito. Ele então sugeriu ao faraó o que poderia ser feito para evitar a crise. O senhor do Egito decidiu fazer de José, que ele reconheceu ser muito sábio, o administrador de todo o reino.

Os anos passaram e certo dia apareceram diante de José dez hebreus fugindo da seca e buscando alimento. Eram os irmãos que o tinham vendido como escravo. Muitos anos já tinham se passado e José percebeu que eles já não eram mais tão maldosos. Ele os testou e descobriu que agora são capazes de se sacrificar por amor do pai e do irmão menor, Benjamin. José então se revelou e se reconciliou com eles. Assim, Jacó e toda a sua família mudou-se para o Egito, onde havia fartura e proteção.

A bela história de José nos ensina que Deus guia nossos passos mesmo na estrada escura. O jovem fora vendido como escravo no Egito porque um dia ele deveria se tornar um homem poderoso nessa terra, para proteger sua família das dificuldades. Seus sofrimentos o prepararam para um momento de grande alegria, que é o reencontro com o pai e a reconciliação com os irmãos. É uma história de fé, confiança e perdão. É uma história que mostra a mão de Deus amparando José em todas as suas quedas.

Para conhecer em detalhes essa história belíssima, leia o livro do Gênesis, a partir do capítulo 37.

No próximo mês, você conhecerá um pouco mais osbre os irmãos de José, os filhos de Jacó, os filhos de Israel.

Sobre José, leia também os seguintes textos:
Os misteriosos caminhos de Deus
José: Deus tem um caminho para cada um de nós

Veja também os outros artigos da série História da Salvação.

O Bem-te-vi

Autor: Nilson Silva - PJ

Nessas manhãs em que o tempo já começa a ficar mais frio, o verão vai se distanciando e as últimas chuvas caem esparsas, o sol desponta e com ele os passarinhos começam seu dia. Aqui, ainda podemos ouvir, entre os barulhos urbanos, a algazarra de pássaros na madrugada. São tantos e tão festivos que, apurando nossos ouvidos, podemos sentir a profunda perfeição da criação de Deus.

Podemos perceber a harmonia com que o Senhor dispôs todas as criaturas para que, vivendo e povoando o mundo, refletissem a glória de seu poder. A grande maravilha da obra de Deus é isto: a criação inteira glorifica o nome de seu Criador simplesmente existindo da forma como o Senhor a fez. Um pássaro não tem entendimento para conhecer a Deus, mas sua vida, por sua simples e pura existência, é um contínuo ato de gratidão ao Senhor.

Costumo observar um bem-te-vi que, quase todas as manhãs, pousa sobre uma antena de televisão e canta por longos minutos. Vai cantando e, em certo momento, outro mais longe também canta. E outro mais além... Desse modo, em alguns minutos, é possível ouvir um verdadeiro coro de bem-te-vis cantando. Simplesmente cantam. E cantam maravilhosamente belo! Cantam como nenhuma tecnologia humana pode fazer igual nem ninguém pode copiar.

Jesus disse que ninguém, por mais que se preocupe, pode acrescentar um único segundo à sua vida por vontade própria. Tudo é dado por Deus e por Deus é tirado. Assim, é mais proveitoso e mais saudável que as pessoas deixem tantas preocupações inúteis que apenas dificultam suas vidas, mas que em nada é capaz de melhorá-las e muito menos aumentá-las, e passem a viver em plenitude como o Senhor as criou. Ao agir deste modo, estão fazendo como o bem-te-vi que simplesmente pousa numa antena de televisão quase todas as manhãs para cantar, fazendo o melhor que o Senhor lhe concedeu fazer.

Deus deu a cada pessoa muitos dons, os quais devem ser assumidos e vividos em plenitude. Cabe ao que sabe ensinar ao que não sabe, ao paciente escutar o que é estourado, ao compreensivo ouvir o desesperado, ao que tem ajudar o que nada possui... e assim por diante.

Deus deu ao bem-te-vi a capacidade de cantar bem. E ele canta! A cada pessoa sobre a face da terra, o Senhor deu uma infinidade de dons. E cada pessoa deve usar os dons recebidos de Deus e, com isso, dar glórias ao Criador.

O que é o namoro


O que é namoro? É uma relação amorosa recíproca; momento de cortejar; de desejar um ao outro; de interesse mútuo. É o momento da paixão e das ilusões: tudo se volta para o outro.

É lindo o tempo de enamorar-se: de estar junto, conhecer um ao outro, os gostos, as preferências, mas ao mesmo tempo de respeitar-se mutuamente. E o mais bonito é que Deus nos deu este tempo de namoro para nos relacionarmos e nos conhecermos, até quando aparecem as dificuldades e as necessidades para um relacionamento sadio: sinceridade, evitar o ciúme, falar o que pensa e sente das atitudes do outro, o que nos agrada e desagrada. Neste tempo de conhecimento se percebemos que isto nos trará prejuízo posterior, precisamos ter a coragem de por fim e terminar com este relacionamento.

Nesse tempo, nós vivemos em um período do “parecer”: charme, busca e novas descobertas, mas de tudo isto o importante é a transparência de se dizer ao outro, de ir entrando num diálogo mais profundo, é a transparência do falar e do sentir. Não podemos confundir amizade íntima com amor. Não queira ganhar a pessoa de qualquer jeito. Não se entregue para consegui-la. Tenha coragem de dizer “não” nas horas íntimas do casal, pois isto solidificará o namoro. No mundo de hoje os relacionamentos são mais livres. Mas no amor volúvel, a durabilidade é passageira.

Diz o ditado popular: “a ocasião faz o ladrão”. Começa pela oportunidade do lugar, o instinto se torna maior que a vontade, e finalmente dominados pelo desejo chegam à relação sexual, sem que tenham a dimensão das conseqüências. Primeiro, a pressa de fazer de qualquer jeito, pois o instinto ou carência supera o amor e após o gozo vem o medo da gravidez, da doença e da perda. Infelizmente a mentalidade de hoje é oposta aos ensinamentos de Deus. O mundo aderiu ao “amor livre”, quer dizer, “ser mais uma na lista do fulano”. Não se conta mais a desco­berta e o tempo para que o casal atinja o maior prêmio que Deus lhe deu: o ápice do ato sexual. O que vale é fazer de qualquer jeito.

Até as “boas famílias” vão aderindo à mentalidade munda­na de só realizarem os casamentos depois que o casal tenha vida em comum por um determinado tempo, para ver se dará certo. O que é bom virou uma banalidade. O namoro é um período de relacionamento maduro, de se ter o gosto e a paciência de conhecer os limites e riquezas de cada um. É aconselhável evitar trazer para um novo namoro o que aconteceu em relacionamentos pas­sados. Não ter receio de mostrar as próprias virtudes, pois ele (ela) deve ser cativado por suas qualidades, e não por seu corpo bonito, sensual.

Ser uma pessoa carinhosa é fundamental no namoro. Diante do esfriamento, não termine logo, não brigue, porque isto gera insegurança e cria feridas imensas, difíceis de serem curadas. Neste tempo é importante não ir fazendo o gosto do namorado ou da namorada, e sim conhecê-lo (a), pois não nos esqueçamos que o maior inimigo de um relacionamento é a traição. Um lindo amor ungido por Deus acaba em tristes desavenças, porque não respeitamos o tempo que Ele nos deu para o conhecimento a dois. Hoje a palavra matrimônio não se traduz mais em virgindade, mas temos que pedir a Deus a sua miseri­córdia para iniciarmos tudo de novo e confiarmos: “Eis que faço novas todas as coisas”.

Deus abençoe os namorados!

(Adaptado de texto de Wellington Silva Jardim, da Comunidade Canção Nova)

Irmã Kelly Patrícia lança novo CD

Ela é tímida, tem pouco mais de trinta anos. Possui um sorriso muito doce e uma voz poderosa. Seu nome é Irmã Kelly Patrícia. Ela é, hoje, uma das mais importantes cantoras católicas do Brasil, mas ainda é pouco conhecida porque faz poucos shows, sempre vinculados a eventos religiosos.

Em junho ela está lançando o seu sexto CD: “Viver de Fé”. Novamente, a união de sua belíssima voz com arranjos perfeitos e letras impressionantes tem como resultado músicas emocionantes e inesquecíveis. É bom lembrar que as letras de grande parte de suas músicas são retiradas diretamente da Bíblia ou são adaptações de poemas escritos por São João da Cruz, por Santa Tereza de Ávila, por Santa Terezinha do Menino Jesus e por outros santos.

Os outros CDs de Kelly Patrícia são, na ordem de lançamento, “Melhores Momentos” (que reúne músicas gravadas em fita K7, quando ela era bem jovem), “Passos no Silêncio”, “Et Verbum”, “Em uma noite escura” e “Só Deus Basta”. Vale muito a pena ouvir todos eles.

O novo CD “Viver de Fé” pode ser comprado nas lojas de artigos religiosos ou, na Internet, pelo site da Canção Nova.


Para saber mais sobre a Irmã Kelly Patrícia, clique aqui. Conheça também o site da comunidade que ela fundou, o Instituto Hesed.

No Youtube é possível encontrar vídeos com músicas de Irmã Kelly Patrícia. Ela não faz clipes, sendo assim, os vídeos que lá estão ou são pequenos trechos de apresentações suas ou são montagens feitas por fãs. Uma montagem interessante, feita com a música "Solidão" é esta aqui:



Agenda

JUNHO

Dia 13: Festa de Santo Antônio
Dia 13: descendimento do mastro de Santo Antônio (Irmandade N; Sra. Do Rosário)
Dia 13: Sétima Carreata dos Bois
Dia 15: Dia do Sagrado Coração de Jesus
Dia 16: Dia do Sagrado Coração de Maria
Dia 19: Escola de Formação do MCC às 19h30 no Centro Social Padre José Nunes
Dia 23: Convívio de Famílias da Pastoral Familiar às 19h30 no Centro Social Padre José Nunes
Dia 23: Celebração da Vida (Pastoral da Criança) no Salão Comunitário do São José
Dia 23: Encontrão do ECC no Centro Social Padre José Nunes
Dia 24: Dia de São João
Dia 24: Concentração Anual do Apostolado da Oração na Igreja Matriz, a partir das 12h
Dia 24: Forró do EAC no Centro Social Padre José Nunes
Dia 26: Missa em louvor a Santo Antônio às 19h na Igreja Matriz (Pia União)
Dia 26: Reunião CPPF (Pastoral Familiar)
Dia 26: Reunião de coordenadores da Pastoral da Criança no Salão Paroquial
Dia 28: Reunião da Pastoral Litúrgica no Salão Paroquial
Dia 29: Dia de São Pedro e São Paulo
Dia 30: Celebração da Vida (Pastoral da Criança) no Salão São José
Dia 30: Festa Junina do MCC, no Centro Paroquial Sagrada Família
Dia 30: Forró da Família (Pastoral Familiar) no Centro Social Padre José Nunes

- Trezena de Santo Antônio de 1 a 13 de Junho: Recebimento de Novas Fitas da Pia União.

-Toda primeira 6a. feira: Procissão da Penitência 5:00 hs / Hora Santa e Adoração do Santíssimo às 18:00 – Zeladoras responsáveis: Cleonice, Heloísa Neves, Lana, Iná, Helena Costa / às 19h - Missa

- Toda primeira 6a. feira do mês tem missa na Comunidade N. Sra. Aparecida e em toda segunda-feira tem Celebração da Palavra às 19 h.

-Toda quinta-feira às 18:30 - Coroinhas fazem adoração e nas segundas, formação.

- TOV Jovem e Adulto

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Jornal Partilhando - Ano 3, nº 26 - Maio de 2007

Esta é a edição de maio de 2007 do Jornal Partilhando. Todos os posts com a data de hoje (dia 10) também foram publicados no informativo impresso, distribuídos em Santo Antônio do Monte a partir deste fim de semana.

Índice

Veja o que você tem nesta edição:

- Palavra dos Pastor
- Capa: Abra seu coração ao Espírito Santo
- Terço do Espírito Santo
- Viva Nossa Senhora!
- As mães e as dádivas de Deus
- História da Salvação: Jacó: o homem que conquistou a bênção de Deus
- Partilhando Jovem: Saia dessa, fique sóbrio!
- Bendito o quem em nome do Senhor
- Ser Catequista
- Fé e Louvor no Show do Padre Fábio
- Relembrando a Semana Santa
- Notícias da Paróquia
- Pastoral da Comunicação
- Agenda

Palavra do Pastor

Autor: Padre Adelson - Vigário Paroquial

Com flores, terço, e coroa, vamos a Maria neste mês para coroá-la como Rainha do Céu e da Terra.

Como é bonito este mês que dedicamos à Mãe do Filho de Deus e nossa. Queremos que todas as famílias da nossa comunidade, experimentem o amor de Nossa Senhora nos seus lares. A família mariana é uma família feliz e forte espiritualmente.

Como seria bom se nossas famílias tivessem o costume de rezar o terço ou o rosário juntos! Com certeza seriam mais unidas. Não podemos nos esquecer que ela é a nossa medianeira, tudo que pedimos a Deus por Maria, chega mais rápido ao coração de Jesus. Um pedido ou entrega feita pela mãe é mais forte, mais calorosa.

Também este é o mês das nossas mães aqui na terra. Vamos agradecer a Deus pelas nossas vidas e amá-las, respeitá-las. Devemos lembrar que seus ventres são abençoados, porque geram vidas e somos agraciados por isso.

Portanto, nosso muito obrigado, a todas as nossas mães, as que estão entre nós e as que já partiram. Dê carinho, amor, proteção, mãe é uma só e seu amor é eterno.

Parabéns, a todas as mães e que Deus e Nossa Senhora derramem abundantemente bênçãos e graças sobre todas as mães.

Felicidades, hoje e sempre.

Abra o seu coração ao Espírito Santo



Autor: Nilson Silva - PJ

A última semana de Jesus na terra já havia passado. Jesus já havia sido crucificado e já ressuscitara, voltando glorificado, à vida. Passados quarenta dias, Jesus subiu aos Céus diante dos discípulos, tendo antes lhes dito que enviaria a eles o Espírito Santo para que os fortalecesse e assistisse enquanto estivessem no mundo.

No dia de Pentecostes, que era uma festa judaica celebrada 50 dias depois da Páscoa, Maria e os apóstolos estavam em Jerusalém reunidos no cenáculo. A cidade estava repleta de judeus vindos de várias partes do mundo, como a Grécia, Roma, a Pártia, etc.

Enquanto Maria e os Apóstolos estavam reunidos, “apareceu-lhes algo como línguas de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Eles ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em línguas, como o Espírito Santo lhes concedia falarem.”

Com todo aquele barulho e ao ouvirem aqueles homens simples falando em tantas línguas diferentes, o povo começou a se reunir em frente à casa onde estavam. Nisso, Pedro tomou a palavra e falou a todos sobre a vida, a morte e a ressurreição de Jesus Cristo e a realização das promessas de Deus anunciadas pelos profetas. Naquele momento, a Igreja estava sendo revelada ao mundo inteiro! A salvação prometida por Deus e anunciada desde os tempos mais antigos pela boca dos profetas fora cumprida por Jesus e agora ao mundo inteiro isto era anunciado. A promessa é para os judeus e os seus filhos e também para todos aqueles em todos os tempos que ouvirem o apelo de Deus, conforme disse Pedro. Ou seja, o Espírito Santo foi, é e sempre será derramado sobre todos aqueles que são batizados e crêem em Jesus Cristo.

O “Espírito Santo procede do Pai e do Filho e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado”, conforme professamos no Credo Niceno-Constantinopolitano.

O Espírito Santo, enviado aos homens e mulheres, reúne todos os povos em todos os tempos e lugares na Igreja, para que estes recebam de Cristo, sacerdote eterno, as graças necessárias para que possam chegar à vida eterna.

O Espírito Santo completa toda a obra de salvadora de Cristo, reunindo todos os homens e mulheres num só Corpo, sendo Cristo a cabeça deste corpo e este mesmo Espírito Santo é o princípio que dá vida e faz viver este corpo. É o Espírito Santo que nos torna “filhos no Filho” e nos impele a voltarmos ao Pai.

A missão do Espírito Santo é fazer com que estejamos na comunhão do Filho – Jesus - com o Pai, santificando-nos e tornando a cada um de nós filho com Jesus.

O Espírito Santo é o Amor do Pai e de Jesus que, derramado em nossos corações, é um fogo que arde e aquece, tornando-se força que nos une e nos aproxima. Os homens, ao receberem o Espírito Santo, passam a viver numa profunda e verdadeira comunhão entre si, estabelecendo-se em seu meio a confiança, a paz e a concórdia, outrora perdidas por causa do orgulho e da discórdia.

O Espírito Santo guia a Igreja nos caminhos da História, fazendo com que ela permaneça fiel ao Senhor Jesus e sempre encontre os caminhos e os meios para anunciar o Evangelho a todos os povos. O Espírito Santo derrama constantemente e sem medidas os seus dons sobre todo o povo de Deus, sustentando-o para que possa testemunhar continuamente a Boa Nova no mundo.
Toda pessoa que foi batizada e crismada recebe os carismas do Espírito Santo, para que possa atuar com determinação e persistência dentro da Igreja, no serviço aos irmãos e no anúncio da Palavra de Deus.

Todas as pessoas que buscam guardar a Palavra de Deus com esforço de conversão e sinceridade em seu coração e, ainda, dedicam-se à oração e põe todo seu empenho em anunciar e testemunhar o Evangelho, estas pessoas vivem do Espírito Santo.

Os dons do Espírito Santo são sete: Fortaleza, Piedade, Sabedoria, Conhecimento, Conselho, Entendimento, Temor de Deus. Estes dons são chamados de Dons de Santificação. A Fé, Interpretação, Profecia, Cura, Línguas, Milagres, Discernimento, Ciência e Sabedoria são os chamados Dons Carismáticos.

Todos estes dons, o Espírito Santo os derrama de modos diversos sobre os cristãos, para que, acolhendo e abraçando com amor o dom recebido, entreguem-se de coração e alma a servir e amar a Deus.

É o Espírito Santo quem dá a verdadeira alegria, conforme nos diz a própria Mãe de Deus, ao proclamar repleta do Espírito Santo que “o meu espírito se alegra em Deus meu salvador!” Todos os patriarcas e profetas, todos os mártires e santos entregaram-se e abriram seus corações à ação do Espírito Santo, e este, agindo neles, proclamou as maravilhas e a glória de Deus. E continua agindo e proclamando em todos os tempos e lugares!


Terço do Espírito Santo

No início: reza-se o Credo

Oração inicial: Todo dia e intenção do dia.

"E digne-se o divino Espírito Santo ouvir de maneira mais consoladora a oração que todos os dias sobe de todos os recantos da Terra: ‘Renova em nossa época os prodígios, como em novo Pentecostes; e concede que a Igreja Santa, reunida em unânime e instante oração junto a Maria, Mãe de Jesus, e guiada por Pedro, difunda o reino do divino Salvador, que é reino da verdade, de justiça, de amor e de paz. Assim seja"

Espírito Santo, dai-nos uma consciência sensível aos vossos apelos. Ajudai-nos a reconhecer e respeitar a imagem de Deus em cada rosto humano. Purificai-nos e transformai os nossos corações.

Nas contas grandes: Receberei o Espírito Santo e sereis minhas testemunhas.

Nas contas pequenas: Vinde, Espírito Santo!

Ao final reza-se a Salve Rainha.

Primeiro dia – Peçamos o socorro do Divino Espírito Santo e a intercessão da Sagrada Família pela união e santificação das famílias.

Segundo dia - Peçamos o socorro do Divino Espírito Santo e a intercessão de São Domingos Sávio pelos jovens a fim de arrancar as raízes das afeições desordenadas que nascem da avareza, da sensualidade e do orgulho.

Terceiro dia - Peçamos o socorro do Divino Espírito Santo e a intercessão de Santo Antônio pela cura e santificação dos doentes e idosos.

Quarto dia - Peçamos o socorro do Divino Espírito Santo e a intercessão de São José para proteger e guardar os nossos operários.

Quinto dia - Peçamos o socorro do Divino Espírito Santo para habitar no coração das crianças e inclina-las para a verdadeira piedade, santo amor e temor de Deus.

Sexto dia - Peçamos o socorro do Divino Espírito Santo e a intercessão de Nossa Senhora de Guadalupe para que a Igreja da América Latina e Caribe procure viver com seriedade as decisões tomadas no V CELAM

Sétimo dia - Peçamos o socorro do Divino Espírito Santo pelo Papa Bento XVI para que seja compreendido e obedecido em suas determinações.

Oitavo dia - Peçamos o socorro do Divino Espírito Santo e a intercessão de São João Maria Vianey pelos Bispos, Sacerdotes, religiosos e consagrados para que sejam fiéis testemunhas do senhor Jesus.

Nono dia - Peçamos o socorro do Divino Espírito Santo e a intercessão de Nossa Senhora Aparecida pela união das pastorais e Movimentos Religiosos, para que haja harmonia e crescimento espiritual em toda a Igreja.

Oração Final: todos os dias
"Nossas comunidades, amados irmãos e irmãs, devem tornar-se autênticas ‘escolas’ de oração, onde o encontro com Cristo não se exprima apenas em pedidos de ajuda, mas também em ação de graças, louvor, adoração, contemplação, escuta, afetos de alma, até se chegar a um coração verdadeiramente ‘apaixonado’. Uma oração intensa, mas que não afasta do compromisso na história: ao abrir o coração ao amor de Deus, abre-o também ao amor dos irmãos, tornando-nos capazes de construir a história segundo o desígnio de Deus."

Viva Nossa Senhora!

Neste mês, com muita fé e confiança, queremos clamar com Maria, ao Pai Altíssimo, que continue derramando ricas bênçãos sobre nós e sobre nossas famílias. Com Maria, queremos entregar nossas dúvidas e nossas certezas ao Sagrado Coração de Jesus.

Ao olharmos para a vida, história e missão de Nossa Senhora, nós percebemos a ternura de Deus. Pois, Maria nos ensina – por suas palavras e atitudes – que Deus está sempre conosco; que Ele caminha, acompanha, protege e conduz a nossa vida, abrindo o “Mar Vermelho” dos tempos atuais, para que consigamos atravessar o desafiante “Mar da Vida”, a cada momento.
Este mês de maio será uma bênção! Pode acreditar! Neste mês, muitas graças serão derramadas do Céu, por Deus, através das mãos de Maria. Muitas conversões acontecerão pelo exemplo de Nossa Senhora. Vai florescer a fé em corações e lugares que a gente nem imagina. Pois, o amor de Maria é sempre exuberante e abundante!

Adaptado de texto do Padre Sílvio Andrei


Coroações de Nossa Senhora no mês de Maio –Mês de Maria – Nossa Rainha e Educadora

Na Igreja Matriz, às quintas, sábados e domingos:
Dia 01 - Catequese
Dia 03 - EAC
Dia 05 - Pastorais: Familiar, Batismo e Noivos
Dia 06 - Pastoral da Sobriedade
Dia 10 - Mãe Rainha
Dia 12 - Pastoral da Juventude
Dia 13 - Pastoral da Criança
Dia 17 - RCC
Dia 19 - MCC
Dia 20 - Oficinas de Oração e Vida
Dia 24 - Coroinhas
Dia 26- ECC
Dia 27 - Sociedade São Vicente de Paulo
Dia 31 - Apostolado da Oração

Nas comunidades, de segunda a quarta e nas sextas-feiras:
1.Ângelus e Oração do terço
2.Oração do Rosário
3.Oração do Oficio
4.Leilões de coroações
5.Celebração da Palavra

As mães e as dádivas de Deus

Pensando em homenagear todas as mães, o nosso Jornal visitou três mães, cada uma com seu jeito tão especial de ser mãe e mulher.

Maria da Conceição Lameu, mais conhecida com D. Sinhá.

Para D. Sinhá, ser mãe é uma dádiva que Deus concede, nos confiando filhos. Ela teve duas filhas. "Uma voou para o céu", ela relata, e depois veio Maria Lúcia, um grande presente após 8 anos do falecimento de Regina do Rosário. A primeira vez que D. Sinhá ouviu a palavra "mamãe" foi em um sonho que teve com sua filha Regina do Rosário, aos pés de N. Sra. do Rosário, com uma coroa de flores na mão, dizendo: "mamãe esta é minha". Quanta saudade no olhar dessa mãe, mas quanta confiança de que sua filha tão querida está com a Mãe do Céu!
Em Maio, mês de Maria , com 5 anos, D. Sinhá começou a coroar Nossa Senhora. Por muito tempo tinha essa alegria e diz que com 79 anos foi convidada para coroar no dia das mães. Era filha de Maria, participou da Pia União, Cruzada Eucarística, uma Irmandade para as crianças que faziam a Primeira Eucaristia.

É devota ao Sagrado Coração de Jesus, ao Rosário de Nossa Senhora, e reza também o oficio. É zeladora do Apostolado há 58 anos e, com seus 82 anos, ainda participa das reuniões que acontecem na sua casa onde também sua irmã D. Cototinha com 92 anos participa também, ela é a zeladora mais antiga da cidade, nos relata que ela recebeu a fita das mãos do Padrinho Vigário. Participou de corais, era soprano e solista, cantou em muitos casamentos, participava de aulas de música e do Coral da Banda a quatro vozes.

Deixa uma mensagem para as mães cristãs, do seu desejo de que todas rezem o terço, o oficio de Nossa Senhora e que sejam boas mães. D. Sinhá, filha de Maria da Paz de Jesus, teve 14 irmãos, atualmente são 2: D. Cototinha e sr. Otaviano Celestino.

D. Cornelia de Sousa da Silva, D. Cornelinha.

Muitos fatos importantes relatou, fatos marcantes que compõe um pouco de sua história. Com 12 anos, assumiu a responsabilidade de ser professora no Capão Amarelo, com determinação e fé. Depois foi para São José dos Rosas como substituta e lembra com orgulho o desempenho de seus alunos. Muitos ainda hoje agradecem, dizem, sobre as orações realizadas para ela, por tudo que pode ensinar.

Seu trabalho na Igreja no mês de maio é intenso, sempre preocupada em fazer seu exame de consciência para verificar se está agradando a Deus com suas atitudes. D. Cornélia lembra do silencio de Maria nos momentos de dor, lembra de seu terceiro filho que morreu. Ela conta que seu pensamento está sempre em Deus. Sua história com o Apostolado de Oração foi marcante e muito bonita, disse seu sim e por isso pode contribuir muito com seu desenvolvimento em nossa paróquia.

Casada há 71 anos com sr. Amador, 12 filhos, 9 vivos, 30 netos e 18 bisnetos.

Edilamar, mãe, filha, médica, amiga, casada com Dr. Vicente Bolina, participa de nossa comunidade paroquial no Movimento de Cursilho. Ela deixou uma bonita mensagem para as Mães:

"Ser Mãe é doar-se um pouco a cada dia. Porque mãe é aquela mulher forte que não mede esforços ou sofrimentos para ver a felicidade de seus filhos. Mãe é aquela que está sempre com os pés na terra mas o coração em Deus.

Mãe é aquela que cria, educa, ajuda, entende e orienta. Mãe é aquela que fica do lado do filho doente, sem arredar o pé um instante. Mãe espera o filho que não chega, rezando para que ele volte com segurança. Mãe é aquela que se alegra e se orgulha do filho quando ele recebe seu diploma,vai bem no estudo ou no trabalho.

Ser Mãe é aceitar a gravidez e o filho como um presente de Deus. É cuidar de si: do corpo, da alimentação, não fumar, não beber ou usar outras drogas, fazer pré-natal corretamente e com responsabilidade, sabendo que de tudo isto depende a saúde daquele ser tão indefeso que está crescendo no seu ventre.

É sentir a criança mechendo dentro do seu ventre, perceber o volume do abdome crescer e poder agradecer a Deus por poder ser um instrumento dele na criaçao de mais um filho amado do Pai.

Mãe: uma palavra tão pequena, mas com um significado infinito, pois quer dizer amor, dedicação, renúncia a si própria, força e sabedoria. Ser Mãe não é só dar a luz e sim, participar da vida dos seus frutos gerados ou criados. Obrigado por termos você."

Jacó, o homem que conquistou a bênção de Deus

“Já na alva luz do dia a raiar, lá estava a cena que me impressionou: um anjo preso a Jacó, que por sua bênção lutou e jamais desistiu...”




Estes são os primeiros versos da bela canção “Minha Bênção”, do CD mais recente do Padre Marcelo. Ela conta um pouco da história cheia de aventuras de Jacó, o homem que, primeiro, roubou a bênção de seu irmão e, depois, teve de conquistar a bênção de Deus.

Jacó e Esaú eram os filhos gêmeos de Isaac. Esaú era grande, forte e peludo, enquanto Jacó era belo e e de pele lisa. Como Esaú nascera um pouco antes de Jacó, cabia a ele o direito da bênção, isto é, o direito de ser o principal herdeiro de Isaac. Mas um dia, ajudado pela mãe, Rebeca, Jacó recobriu-se com pele de cabra, para parecer peludo, e apresentou-se diante de Isaac, que já estava velho e cego, e este lhe deu a bênção, pensando que estava abençoando Esaú. O irmão mais velho, sentindo-se ultrajado, jurou matar o irmão mais novo. Jacó teve de fugir de casa e assim, ficou sem a herança do pai.

Aventurando-se sozinho no mundo, um dia Jacó teve um sonho: ele viu uma escada luminosa que ligava a terra ao céu e anjos luminosos desciam e subiam por ela. Com aquele sonho, ele entendeu que Deus queria seu bem e sempre estaria do seu lado.

Depois de fugir, Jacó foi viver com seu tio Labão. Lá apaixonou-se pela prima Raquel. Para tê-la em casamento, Jacó trabalhou como servo durante sete anos para o tio, mas Labão o enganou e lhe deu em casamento a filha mais velha, Lia. Como na época era permitido ter mais de uma esposa, Jacó trabalhou como servo durante outros sete anos para poder se casar com Raquel.

Quando decidiu abandonar a casa do sogro, Jacó levou consigo suas esposas, as servas dela, um grande rebanho e os filhos que lhe tinham nascido. No caminho de volta, ele teve um encontro com um homem misterioso, de olhos brilhantes. Jacó sabia que era um anjo enviado por Deus e quis que ele o abençoasse. Como o anjo, a princípio, se recusou, eles lutaram durante a noite toda. Por fim, Jacó conseguiu o que queria: o anjo lhe deu a bênção que o acompanharia pelo resto da vida e que seria transmitida depois por todas as gerações depois dele. E o anjo também lhe deu um novo nome: Israel, que significa “aquele que lutou com Deus”. No dia seguinte, Jacó teve um reencontrou emocionante com o velho irmão, Esaú, que depois de tantos anos já o tinha perdoado.

A história de Jacó nos mostra a importância de querer estar perto de Deus, a ponto de lutar por Sua bênção. Uma bênção que foi transmitida a seus filhos e, por meio deles, a nós. Jacó teve doze filhos homens e uma filha mulher. Mas, de todos, ele preferia um: José, o primeiro filho de sua amada esposa Raquel. É a história de José que conheceremos no próximo mês. Enquanto isso, conheça em detalhes a aventurosa história de Jacó no livro do Gênesis, a partir do capítulo 25.

Veja os outros artigos da série História da Salvação.

Saia dessa, fique sóbrio!


E aí rapaz? Comequié, garota? Os olhos estão pesados? Você está enxergando dobrado? A língua está enrolada? Você está se sentindo como se estivesse dentro de um liquidificador? Pois é, você sabe porque, não sabe? É o álcool!

Beber é divertido. Ajuda a adormecer a timidez, a soltar a língua, a criar coragem, a esquecer as mágoas. E, afinal, todo mundo bebe... Mas cuidado: você pode estar caindo numa armadilha que pode acabar com a sua vida.

Beber não é pecado. Mas há limites para isso e nem todos conseguem enxergar claramente esses limites e se controlar. Aquele que bebe demais está pecando, pois está colocando a própria vida e a de outras pessoas em risco. Quem bebe demais traz sofrimento à família. Quem bebe demais se torna alvo fácil para os maus conselhos do demônio.

Todos sabemos que muitos jovens morrem, todos os dia, em todos os lugares do mundo, em função da bebida. São acidentes de carro envolvendo jovens bêbados (será que você não conhece ninguém que morreu assim?), são brigas sem sentido envolvendo gente embriagada, algumas das quais terminam em assassinato. Se todos sabem dessas coisas, se conhecemos o poder destrutivo do excesso de álcool, porque tanta gente continua bebendo demais? As respostas são muitas: são os falsos amigos, que aparecem para a farra e somem na hora dos problemas; é a fraqueza, a incapacidade de dizer não, é a estupidez humana...

A própria Bíblia faz uma grave advertência contra o alcoolismo. Está lá: “Ouve, meu filho: seja sábio, dirige teu coração pelo caminho reto, não te ajuntes com os bebedores de vinho, com aqueles que devoram carnes, pois o ébrio e o glutão se empobrecem e a sonolência veste-se com andrajos” (Prov. 23,21).

Pois é. Aqueles que bebem demais perdem o controle de si mesmos, perdem o controle da vida. Eles vivem cercados de parceiros de cachaça, mas não têm amigos. Eles partem os corações das mães e fazem infelizes os pais. Eles perdem as namoradas. Vão mal na escola. Ficam sem emprego. E podem acabar em andrajos. Podem acabar com a cara de idiota, como o homem da foto.

O alcoolismo é uma ladeira. Cada passo é uma queda. Mas é possível sair dessa. É preciso força de vontade, oração e apoio. Aquele que usa o vício como desculpa para continuar no vício está fugindo do problema. Aquele que se julga fraco demais para vencer o álcool está mentindo para si mesmo, por medo. Todos são capazes de se levantar. Todos podem recuperar a dignidade. O primeiro passo é querer. O segundo, procurar ajuda. Hoje existe a Pastoral da Sobriedade e os Alcoólicos Anônimos. Há tratamentos específicos, há, clínicas, há a Fazenda da Esperança, que o Papa está visitando neste mês, no Brasil. Sempre há esperança.

Peça forças a Deus, procure os amigos verdadeiros, informe-se sobre os caminhos existentes. Se você já está fora dessa, não entre. Se já entrou, você vai sair. E diga logo ao garçom que aquela foi a última.

Bendito o que vem em nome do Senhor

Autor: Dom Félix - Bispo de Luz

A Igreja Católica no Brasil e o povo brasi-leiro sentem-se honrados em receber a visita de Sua Santidade o Papa Bento XVI entre os dias 09 a 13 de maio. Ele é o sucessor de São Pedro, na missão de vigário de Cristo e de chefe do colégio apostólico; foi a Pedro que Jesus deu a missão de apascentar o Seu rebanho. Desde o início do cristianismo, Pedro e os outros apóstolos exerceram esta missão fundamental de "confirmar os irmãos na fé".

O Papa Bento XVI vem ao Brasil para encontrar o povo e as autoridades do País e para se reunir com os bispos. Em Aparecida, vai presidir a abertura da grande reunião de bispos do nosso Continente, a fim de tratar dos caminhos que a Igreja deve seguir na América Latina para realizar bem sua missão. E, assim, de novo, os sucesores dos apóstolos desempenham sua missão de "confirmar os irmãos na fé" e de indicar à Igreja o caminho por onde ela deve seguir, para resolver os grandes problemas sociais da atualidade.

O povo latinoamericano e caribenho é muito devoto de Nossa Senhora. Cada país tem seu Santuário Mariano Nacional. Por isso, os Bispos do nosso Continente estarão reunidos, de 13 a 31 de maio de 2007, no Santuário Nacional de Aparecida, junto com Maria, Mãe de Jesus e da Igreja.

A Mãe de Jesus é também a Mãe dos discípulos dele (cf. Jo 19,26). Com razão dizemos que ela é a Mãe da Igreja. Quem está com Maria, encontra Jesus, o Filho dela. Quem quer estar com Jesus, não pode desprezar a Mãe d´Ele; isso seria uma ofensa ao próprio Jesus, nosso divino Salvador, que quis vir ao mundo por meio dela.

O Papa e os bispos, em Aparecida, querem nos recordar que os católicos devotos de N. Sra precisam tornar-se profundamente discípulos e missionários de Jesus Cristo e levar o Evangelho, sem temor e sem cansaço, a tantas pessoas que ainda não o conhecem ou que ainda não tiveram a alegria de descobrir sua imensurável riqueza.

Vamos, pois, acompanhar com atenção e interesse e com nossas orações os trabalhos da V Conferência de Aparecida, mediante os meios de comunicação da Igreja Católica.

Ser Catequista

Autora: Maria Auxiliadora - Catequese Paroquial

Quando falamos de catequistas, entendemos que são todas as pessoas que trabalham na educação da fé, os que preparam para o batismo, eucaristia, crisma e matrimônio, visitam aos doentes, são líderes na comunidade e nos grupos de oração.

Catequistas são todos aqueles que ajudaram as pessoas a crescerem no conhecimento da mensagem cristã e os conduzem a uma experiência de Deus. O catequista tem como interlocutor a pessoa humana em suas diversas fases dentro do contexto sócio-cultural, econômico e religioso.

A catequese com as crianças é necessária porque esaa fase se caracteriza pela descoberta inicial do mundo. É o tempo da primeira socialização, da educação humana e cristã na família, na escola e na comunidade. É a etapa decisiva para o futuro da fé, pois nela, através do Batismo e da educação familiar, a criança faz sua iniciação na fé.

Nessa fase, alguns aspectos devem ser considerados para a formação cristã: educação para a oração pessoal, comunitária e litúrgica, a iniciação do uso correto da Sagrada Escritura.

É preciso cuidar da apresentação correta dos conteúdos, de forma adequada à sensibilidade infantil, da adaptação da linguagem e simplificação de conceitos. Precisa-se conhecer o seu universo para iniciá-los na fé.

Além das faixas etárias, a comunidade deve levar em consideração as situações especiais, a questão cultural, as pessoas com deficiência, os casos canonicamente irregulares, o ecumenismo, enfim, as diversas situações que envolvem o universo do catequizando.

Frei Bernardo dizia: o catequista precisa trazer numa mão o jornal e na outra Palavra de Deus, precisamos estar em contato com duas fontes: a Bíblia e a realidade humana.

Este método tem por finalidade educar para Ação- Reflexão, assim como fez Jesus, que se preocupou em educar seus discípulos para uma reflexão, partindo da vida (pobres, crianças, doentes, excluídos...) para apresentar a Palavra de Deus. Podemos compará-lo com a luz existente dentro de casa. Ela ilumina todo o ambiente isto é, nos mostra qual a vontade de Deus em relação à vida das pessoas, seus sonhos, necessidades, valores, esperanças...

Fé e Louvor no Show de Padre Fábio

Autora: Lurdinha Batista

Um momento que vai ficar na lembrança de cada pessoa que ali esteve: assim foi o show com Pe. Fábio de Melo. Eram centenas de pessoas que louvaram a Jesus Cristo através das reflexões do sacerdote e cantor, que trouxe sua mãe Ana Maria de Melo da Silva, a nossa cidade, pois ele é natural da cidade vizinha de Formiga.

Uma grande equipe esteve à frente deste momento forte de evangelização e arte: o coordenador José Batista, Vicente Bolina, Rosa Couto, Jane e todos os membros do Cursilho de Cristandade da Paróquia de Santo Antônio. Muito organizada, a equipe “eu ajudo” trouxe um clima especial de acolhida a todos os que ali chegavam.

Nosso jornal conversou com Vicente Bolina no dia.

- Uma comunidade unida tem força para realizar este evento. Se cada um fizer a sua parte, juntos construímos uma Igreja bem melhor, mais unida – afirmou ele, declarando que a educação religiosa que recebeu de sua mãe foi um dos momentos fortes de sua vida cristã.

Vicente Bolina explicou que todos os membros do Cursilho estavam envolvidos. Várias empresas ajudaram na vendendo ingressos e patrocinando o evento. No sábado anterior ao show, a equipe de organização fez uma mobilização escrevendo nos carros que passavam na rua, e todos se colocaram a disposição, chegando carros que se ofereciam para tal proposta.

Rosa Couto falou de sua alegria em participar da organização do evento. Com emoção e entusiasmo, ela falou da importância de participar como cursilhista das vigílias, ultréias e missas.

O coordenador José Batista, muito feliz com a realização desse evento, comentou que uma das propostas do Cursilho é a evangelização dos ambientes.

- Como membro da Igreja de Jesus Cristo, fiquei muito feliz com o apoio do Mons. Olavo, nosso pároco, e assim aconteceu este momento de evangelização com momentos fortes de reflexão e de música.

Parabéns a todos que de forma direta ou indireta realizaram este evento. A comunidade espera que momentos como este possam acontecer novamente.

Foto: Arnaldo Melo

Relembrando a Semana Santa

De modo muito especial, agradecemos a Deus porque reconhecemos Sua bondade infinita, por ter nos concedido a graça de participar de mais uma Semana Santa.

É com muita alegria que escrevemos estas palavras, mas maior que a alegria que invade nossos corações, é o enorme sentimento de gratidão que toma conta de todos nós.

Monsenhor Olavo e Padre Adelson, sentimos um grande desejo de agradecer-lhes por nos terem proporcionado momentos inesquecíveis que tivemos oportunidade de vivenciar e assim fortalecer ainda mais nossa fé.

Quantas procissões tivemos! Os fieis acompanharam e rezaram muito. Caminhando conosco ao nosso lado, a presença maternal de Maria Santíssima, Mãe das Dores. Certamente Ela intercedeu junto a Deus por todos nós. Revivemos momentos importantes da história da nossa salvação. Dentre eles destacamos: O Domingo de Ramos, que reuniu inúmeras pessoas. Na quarta-feira Santa Maria encontrou-se com seu filho, todo dilacerado. Quanto sofrimento, quanta dor!

Foi um momento de muita emoção, principalmente pelas palavras marcantes e comoventes usadas pelo Monsenhor em seu sermão.

Na quinta-feira, a celebração da Última Ceia e o Lava-pés, quando Jesus deu o maior exemplo de humildade lavando os pés dos discípulos. Como foi bonito quando o Monsenhor também realizou aquele grande gesto de amor e humildade.

Na Sexta- Feira Santa, tivemos a celebração da Paixão e Morte de Cristo. Padre Adelson falou muito bem, usando palavras fortes e tocando o coração da multidão que ali se encontrava.
No Sábado Santo, celebramos a alegria da ressurreição. Que noite bela, que noite bendita! Lágrimas se misturaram com sorrisos.

Naquela noite nós experimentamos um pedacinho do Céu aqui na Terra. Enfim, a Semana Santa foi um tempo de derramamento de graças e de bençãos por nós vivenciados.

Monsenhor Olavo e padre Adelson o nosso muito obrigado pelo maravilhoso trabalho realizado com muita dedicação, amor, entusiasmo e alegria. Queremos dizer que vocês estão sempre presentes em nossas orações. Pedimos que a Luz de Cristo Ressuscitado ilumine sempre o caminho de vocês.

Deus os abençoe sempre! Carinhosamente, recebam os agradecimentos de Aucione, Aparecida e de todos paroquianos.






























Fotos: Arnaldo Melo

Notícias da Paróquia

Domingo de Ramos – na coleta da solidariedade houve a participação da Pastoral da Criança com suas crianças lembrando os nossos índios da Amazônia.

A semana das Dores foi um tempo forte de reflexões sobre a Amazônia e sobre a nossa responsabilidade com meio ambiente. As reflexões ficaram na responsabilidade dos Leigos (as) de nossa comunidade.

No mutirão de confissões, os fiéis mostraram vontade e determinação de começar nova vida com Cristo.

A Celebração da Vigília Pascal foi um momento em que o Céu veio à Terra, com a igreja repleta. O presidente da celebração, Mon. Olavo, e o concelebrante Pe. Adelson, a equipe de canto formada pelos membros de grupos de música de nossa Paróquia estiveram unidos para cantar nesta noite tão sublime.

Na Semana Santa, todos trabalharam para que ela tivesse um toque especial. A Capela do SANTÍSSIMO, no Altar da Vigília Pascal, cada detalhe que muito nos proporciona vida.
No Domingo de Páscoa, toda a igreja alegre, na missa das 19 h celebrada por Pe. Adelson, com equipe de Liturgia, o EAC – Encontro de Adolescentes com Cristo e a Eq. de Canto Frutos de Maria que coroaram N. Senhora.

Aconteceu Retiro do Apostolado da Oração no Raposo e em São Jose dos Rosas com a presença de muitos associados com a coordenação da Presidente Aparecida Célia Dias, (Tuca)

Mensagem para a Equipe da Pastoral da Criança e sua coordenação: "A mensagem de Jesus narrada nos evangelhos se realiza nas atitudes de vocês em cada acolhida, em cada gesto de amor a cada criança que vocês tocam com um sorriso, com um olhar com sua presença sendo um farol a iluminar o caminho para elas e sua família. Parabéns para vocês".

A todos os oficinistas de nossa paróquia os nossos agradecimentos por todo o bem que realizam, conduzindo cada pessoa a um aprofundamento de oração e na intimidade com Deus.

Pastoral da Comunicação

No dia 20 de maio, é comemorado o Dia Mundial das Comunicações Sociais. O Papa Bento XVI, que está visitando o Brasil, já preparou uma mensagem especial para esse dia, refletindo sobre a influência da mídia sobre a formação das crianças e sobre a própria formação cristã dos meios de comunicação.

Sobre a formação das crianças, o Papa lembra que ajudar as crianças a distinguir o que é o que é certo ou o errado na TV, na Internet, no cinema, na literatura, nas revistas e jornais e outros meios de comunicação é uma responsabilidade que cabe aos pais, à Igreja e à escola.

Os pais "têm o direito e o dever de assegurar o uso prudente dos meios de comunicação social, formando a consciência dos seus filhos a fim de que expressem juízos sadios e objetivos, que sucessivamente há de orientá-los na escolha ou rejeição dos programas disponíveis". Segundo o Papa, "esta aspiração sincera dos pais e professores de educar as crianças pelos caminhos da beleza, da verdade e da bondade, somente pode ser sustentada pela indústria dos meios de comunicação social na medida em que ela promover a dignidade humana fundamental, o valor genuíno do matrimônio e da vida familiar, e as conquistas e as finalidades positivas da humanidade.

Agenda

MAIO

13 (Dom) – Formação do EAC no Salão Paroquial, às 18h
17 a 20 – Cursilho Masculino do MCC, em Formiga
18 (Sex) – Início da Novena de Pentecostes (RCC), na Igreja Matriz, às 18h
18 e 19 – Festa de Santa Rita, na Comunidade Santa Rita
19 (Sáb) – Celebração da Vida, da Pastoral da Criança, no Salão do São José
19 – Convívio de Famílias (Pastoral Familiar), no Centro Par. Sagrada Família, às 19h30
19 e 20 – 2º EAC, no Centro Social Pe. José Nunes.
20 (Dom) – Chegada do Cursilho (M) no Centro Social Pe. José Nunes, às 19h
24 (Qui) – Reunião da CPPF (Pastoral Familiar)
24 a 27 - Cursilho Feminino do MCC, em Formiga
26 (Sáb) – Celebração da Vida (Pastoral da Criança) no Salão do São José
27 (Dom) – Missa em Ação de Graças – Pastoral da Criança – na Igreja Matriz
27 – Chegada do Cursilho (F) no Centro Social Pe. José Nunes, às 19h
27 – Festa de Pentecostes no Poliesportivo Dr. Renato Azeredo
27 – Dia Nacional do Guia (Oficinas de Oração e Vida), na Igreja Matriz
27 – 3º Encontro de Recém-Casados (Past. Familiar), no C. S. Pe. José Nunes
28 (Seg) – Reunião dos novos membros do Apostolado da Oração, na Igreja Matriz
29 (Ter) – Missa em louvor a Santo Antônio, na Igreja Matriz, às 19h
29 – Reunião de líderes e coordenadores da Pastoral da Criança, no Salão Paroquial
31 (Qui) – Reunião da Equipe de Liturgia, às 19h30, no Salão Paroquial
31 – Reunião com as zeladoras no Salão Paroquial, às 18h.

quarta-feira, 9 de maio de 2007

O Papa Bento XVI já está no Brasil

Sua Santidade, o Papa Bento XVI já está no Brasil. Leia abaixo a íntegra de seu primeiro pronunciamento, logo após a chegada.



Excelentíssimo senhor presidente da República, senhores cardeais e venerados irmãos no episcopado. Queridos irmãos e irmãs em Cristo!

É para mim motivo de particular satisfação iniciar a minha Visita Pastoral ao Brasil e apresentar a vossa excelência, na sua qualidade de chefe e representante supremo da grande nação brasileira, os meus agradecimentos pela amável acolhida que me foi dispensada. Um agradecimento que estendo, com muito prazer, aos membros do governo que acompanham Vossa Excelência, às personalidades civis e militares aqui reunidas e às autoridades do Estado de São Paulo.

Nas palavras de boas-vindas a mim dirigidas, sinto ecoar, senhor presidente, os sentimentos de carinho e amor de todo o Povo brasileiro para com o sucessor do Apóstolo Pedro. Saúdo fraternalmente no Senhor os meus queridos irmãos no episcopado que aqui vieram para me receber em nome da Igreja que está no Brasil. Saúdo igualmente os sacerdotes, os religiosos e as religiosas, os seminaristas e os leigos comprometidos com a obra de evangelização da Igreja e com o testemunho de uma vida autenticamente cristã. Enfim, dirijo a minha afetuosa saudação a todos os brasileiros sem distinção, homens e mulheres, famílias, anciãos, enfermos, jovens e crianças. A todos digo de coração: muito obrigado pela vossa generosa hospitalidade!

O Brasil ocupa um lugar muito especial no coração do papa não somente porque nasceu cristão e possui hoje o mais alto número de católicos, mas sobretudo porque é uma nação rica de potencialidades com uma presença eclesial que é motivo de alegria e esperança para toda a Igreja.

A minha visita, senhor presidente, tem um objetivo que ultrapassa as fronteiras nacionais: venho para presidir, em Aparecida, a sessão de abertura da 5ª Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e Caribenho. Por uma providencial manifestação da bondade do Criador, este País deverá servir de berço para as propostas eclesiais que, Deus queira, poderão dar um novo vigor e impulso missionário a este continente.

Nesta área geográfica os católicos são a maioria: isto significa que eles devem contribuir de modo particular ao serviço do bem comum desta Nação. A solidariedade será, sem dúvida, palavra cheia de conteúdo quando as forças vivas da sociedade, cada qual dentro do seu próprio âmbito, se empenharem seriamente para construir um futuro de paz e de esperança para todos.

A Igreja Católica - como coloquei em evidência na Encíclica Deus Caritas Est – “transformada pela força do Espírito é chamada para ser, no mundo, testemunha do amor do Pai, que quer fazer da humanidade uma única família, em seu Filho”. Daí o seu profundo compromisso com a missão evangelizadora, a serviço da causa da paz e da
justiça. A decisão, portanto, de realizar uma conferência essencialmente missionária, bem reflete a preocupação do episcopado, e não menos a minha, de procurar caminhos adequados para que, em Jesus Cristo, os “nossos povos tenham vida”, como reza o tema da conferência.

Com esses sentimentos, quero olhar para além das fronteiras deste País e saudar todos os povos da América Latina e do Caribe desejando, com as palavras do Apóstolo: “Que a paz esteja com todos vós que estais em Cristo”.

Sou grato, Senhor Presidente, à Divina Providência que me concede a graça de visitar o Brasil, um País de grande tradição católica. Já tive a oportunidade de referir o motivo principal da minha viagem que tem um alcance latino-americano e um caráter essencialmente religioso.

Estou muito feliz por poder passar alguns dias com os brasileiros. Sei que a alma deste povo, bem como de toda a América Latina, conserva valores radicalmente cristãos que jamais serão cancelados. E estou certo que em Aparecida, durante a Conferência Geral do Episcopado, será reforçada tal identidade, ao promover o respeito pela vida, desde a sua concepção até o seu natural declínio, como exigência própria da natureza humana; fará também da promoção da pessoa humana o eixo da solidariedade, especialmente com os pobres e desamparados.

A Igreja quer apenas indicar os valores morais de cada situação e formar os cidadãos para que possam decidir consciente e livremente; neste sentido, não deixará de insistir no empenho que deverá ser dado para assegurar o fortalecimento da família - como célula mãe da sociedade; da juventude - cuja formação constitui um fator decisivo para o futuro de uma Nação - e, finalmente, mas não por último, defendendo e promovendo os valores subjacentes em todos os segmentos da sociedade, especialmente dos povos indígenas.

Com estes auspícios, ao renovar os meus agradecimentos pela calorosa acolhida que, como sucessor de Pedro, sou objeto, invoco a proteção materna de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, evocada também como Nuestra Señora de Guadalupe, Padroeira das Américas, para que proteja e inspire os governantes na árdua tarefa de serem promotores do bem comum, reforçando os laços de fraternidade cristã para o bem de todos os seus cidadãos. Deus abençoe a América latina! Deus abençoe o Brasil! Muito obrigado!

quarta-feira, 4 de abril de 2007

Jornal Partilhando - Ano 3, número 25 - Abril de 2007

Edição Especial de Páscoa

Esta é a Edição Especial de Páscoa do Jornal Partilhando - abril de 2007. Todos os posts com a data de hoje (dia 4) também foram publicados no informativo impresso, distribuídos em Santo Antônio do Monte a partir deste fim de semana.

Nesta edição especial, relembramos a Paixão de Jesus Cristo e celebramos a Sua ressurreição.

Esperamos que todos possam viver com fé e fervor este momento tão importante. Feliz Páscoa a todos!

Índice

Na edição deste mês você encontra:

- Palavra do Pastor
- Páscoa - Eis o Cordeiro de Deus, Aquele que tira o pecado do mundo
- Páscoa - Ressurreição: onde começa o homem novo
- Artigo - "Paz na Terra aos homens de boa vontade"
- Artigo- A Figueira
- Catequese- Maria, solidária com a humanidade
- História da Salvação- Isaac, o filho dado em sacrifício
- Conheça nossa Igreja- O Papa
- Visita do Papa- Bento XVI completa dois anos de pontificado e visita o Brasil
- Partilhando Jovem - Cuide bem dos seus amigos
- Conheça Melhor- seminarista Tiago
- A Paróquia é Notícia
- Agenda

Palavra do Pastor

Monsenhor Olavo J. Sobrinho


Queridos filhos e filhas na fé libertadora de Cristo que ressucita, que vence a morte e faz reinar a vida: O tempo que nos é dado é especialmente fraterno e cheio do amor de Deus, podemos sentir o PAI, que, abrindo os braços, corre ao nosso enconto e abraçando-nos, convida-nos para a festa; é tempo expressivo do AMOR misericordoso. É tempo de PÁSCOA!

A Igreja nos convida, na Quaresma, à vivencia fratena, com os olhares voltados para a Amazônia, para nossos irmãos que ali vivem dizendo-nos: “Onde existe o amor partilhado, a distância e dificuldades deixam de existir”.

A mesma Igreja também nos convida à confissão como volta para Deus, como renascimento em Cristo. Vida nova; a Igreja nos alertou para oração mais freqüente, pois, no diálogo com Deus, nos fortificamos contra as tentações do mundo. Enfim, a Igreja nos convida a ressuscitar para a Vida Nova, pois o Cristo nos convida a ressuscitar para a Vida da Graça e do compromisso e a sermos testemulhas, até o fim, do mundo de um Deus que vive e nos dá a Vida.

Que o nosso PAI abençoe a sua família, seu trabalho, seu cotidiano, para que, assim, você se torne também sinal de bençãos para o mundo. Lembremo-nos: “Prova de Amor maior não há, que doar a vida pelos irmãos e irmãs”.

A todos, uma feliz Páscoa e que o Cristo Ressuscitado seja para nós o Amor de ontem, hoje e sempre. Amém!

Eis o Cordeiro de Deus - Aquele que tira o pecado do mundo


Os judeus antigos tinham um costume que a nós parece estranho. Eles tinham o hábito de sacrificar a Deus uma parte do que possuíam de melhor. Se eram agricultores, sacrificavam, pelo fogo, uma parte da colheita. Se eram pastores, tiravam a vida do melhor animal e a dedicavam a Deus. Esse costume aparece na Bíblia várias vezes e está presente desde os tempos de Caim e Abel.

A vinda de Jesus dá um fim a esse costume, pois Jesus oferece o último dos sacrifícios, que vale para sempre: o sacrifício de Si mesmo. Cristo é o Cordeiro de Deus (Agnus Dei) não apenas por causa de sua mansidão, mas também porque ele é a vítima cujo sangue lava os pecados da humanidade.

Jesus é a vítima de nossos pecados. É a vítima da violência, a vítima da traição, a vítima daqueles que anseiam por um líder guerreiro e não pelo Príncipe da Paz, a vítima daqueles a quem falta caridade e sobra orgulho, a vítima daqueles que se apegam ao poder e à luxúria, a vítima de nossas fraquezas e iniqüidades. Enfim: não é apenas Pilatos ou Caifás, não são só os romanos ou os judeus que crucificam Jesus. Nós também fazemos parte. Nós participamos com nossas culpas, mas, na infinita misericórdia de Deus, somos chamados a participar também de sua ressurreição. Se ajudamos a crucificar Jesus com nossos pecados, nós também podemos usufruir daquilo que Ele nos oferece: a Vida Eterna.

Que grande mistério é esse de Deus fazer-se homem, nascer entre nós e aceitar sofrer as piores humilhações e as mais insuportáveis dores para que o ser humano, corrompido pelo pecado, pudesse novamente ser readmitido no Paraíso!

Naquela sexta-feira em que o próprio Deus foi morto e elevado sobre todos, pendurado numa cruz, as portas do Céu foram reabertas. Que sublime lição saber que o primeiro homem a passar por elas, levado pelas mãos do próprio Cristo, foi um reles ladrão crucificado! E como nos traz felicidade saber que, ao morrer e ressuscitar, o Filho de Deus matou a morte!

Precisamos aproveitar esta Semana Santa para relembrar os sofrimentos de Jesus Cristo. Não podemos esquecer que ele foi preso e açoitado cruelmente com 39 chicotadas, foi coroado com espinhos, humilhado sem dó e depois foi forçado a carregar a cruz, sendo pregado nela e morrendo lentamente asfixiado. Meditar sobre essas dores nos ajuda a entender a vastidão do amor de Deus e reconhecer nossa vil ingratidão. Mas não podemos pensar apenas na morte: precisamos celebrar a alegria da ressurreição, a alegria da Páscoa! Jesus sofre, mas ressuscita, retorna dos mortos e quebra os grilhões da morte.

A Páscoa marca essa vitória de Jesus, marca a abertura dos Portões do Reino de Deus. Se soubermos imitar Jesus, se soubermos amar a Deus e viver conforme Ele deseja, poderemos entrar em seu Palácio! Que alegria saber que Jesus, mesmo na cruz, perdoou os que Lhe faziam mal e assegurou ao Bom Ladrão a conquista da Vida Eterna!

Devemos ser gratos a Jesus e amá-Lo com todo o nosso coração. Assim poderemos segui-lo e estaremos junto dEle no Paraíso.

Leia também:

Por amor

Eis que renovo todas as coisas


Queremos ressuscitar com Jesus

Ressurreição: onde começa o homem novo

Autor: Daniel dos Reis Pedrosa, bacharel em Filosofia e estudante de Psicologia da PUC-Arcos

Todo o esforço de Deus para nos salvar é para que Lhe rendamos louvor, vivendo nossa vida
em plenitude. O sacrifício de Cristo na cruz – prova de amor total e sem medidas – tinha por motivação o homem, de quem participou da criação (Jo 1,3) amando-o e colocando nele sua afeição, sua semelhança. Com o morrer de Cristo, a morte é vencida e nasce a esperança. Existe outro caminho, além do fim puro e simples. Cristo triunfou, ressuscitou! Trouxe de volta o olhar esperançoso aos discípulos e ao povo que havia experimentado tanto amor e sacrifício.

O homem é convidado, desde o seu batismo, a abraçar a sua cruz, mas com um fim determinado: não a morte, mas a ressurreição e a vida.


A cruz não foi em vão, pois, como disse Santo Irineu de Lion: “a glória de Deus é o homem vivo”. Há quanto tempo não percebemos que existe um homem vivo a ser ressuscitado? Meu caminho é só cruz e o fim? Há esperança na minha busca?

Jesus Cristo convida cada um de nós, no Evangelho de São Lucas, a carregarmos a nossa cruz (9,23). Esse também é um convite a assumirmos que somos humanos, que há um crescimento a ser feito, um “homem” a ser construído. Cristo usou de sua cruz para ser homem vivo, não passou por ela como quem não assume a responsabilidade, mas abraçou-a, tomou-a como oportunidade.

Por outro lado, Cristo também chama, após a cruz, Maria Madalena pelo nome, o que identifica seu ser humano, Maria. Cristo resgata inteiramente o seu ser, joga luz em sua dor de ter perdido aquele que era pastor e mestre. Ele está vivo e convida Maria a estar viva também, a romper com os nomes, adjetivos, rótulos, máscaras que colocaram em sua pessoa ao longo de sua vida.

Quantos não são os momentos em que sentimos o peso da cruz, mas também sentimos o apelo de Deus a compreendermos que é necessário aprender com o sofrimento, retirar dele tudo aquilo que ele pode nos ensinar!

É preciso crescer no sofrimento, pois, de outra forma, ele não passará de dor e lágrimas e, com certeza, não é isso que Deus quer de nós. Ele quer o homem vivo, vivendo em abundância e feliz.

“Paz na Terra aos homens de boa vontade”

Autora: Fabiana Costa - Shalom

Ansiamos pela paz todos os dias, talvez sem nem mesmo percebermos, mas ansiamos. Seja a paz interior, a paz nos relacionamentos ou até a paz mundial. Quem nunca parou para pensar sobre como seria viver em um lugar em guerra, pare agora e pense. Nenhuma situação é estável se não for pacífica.

E a falta de paz traz conseqüências: doenças, desunião, descontentamento. A paz a que me refiro não é só a paz externa, é também aquela sensação interior de ordem, de segurança. Podemos observar que as pessoas que já viveram muito e conseguiram aprender com os erros e acertos têm um semblante de paz estampado no rosto, passam uma sensação que tudo vai se acertar.

Quando paro para pensar em paz, lembro sempre de Maria, mãe de Jesus, que enfrentou as maiores dores com uma serenidade inabalável. Isso só ocorreu porque sua paz interior vinha de Deus, da certeza de estar no caminho certo. E somente por estar em paz, ela pôde acompanhar o Filho no caminho do calvário.

Somente querer a paz não basta, estamos fartos da violência, mas o que podemos fazer para contribuirmos com a paz? A paz começa no coração e pensar nela antes de agir muda a nossa atitude diante dos problemas. É preciso renovar nossa aliança com a paz dia a dia. Quantas vezes poderíamos ter evitado um conflito se não tivéssemos “comprado a briga”? Temos que assumir nossas falhas e fraquezas e também as do outro.

Outra forma é compartilharmos o que temos de bom com os que estão à nossa volta. Assim, com simples gestos de amor, estamos construindo uma relação pacífica. Praticar a bondade, preservar o sentido de família e evitar a raiva são parte desse processo. Essas atitudes vão se tornar rotineiras se cada um de nós permitir que a paz de Deus o inunde. Pois a paz que vem de Deus é a paz verdadeira, a paz que constrói, que traz aos aflitos consolo.

Na linda oração de São Francisco vemos sua preocupação com a paz: “Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz”, nela vemos que a paz é que traz o perdão, o amor e a esperança. Por outro lado lembrando da história desse santo vemos que a sua paz não estava em bens materiais; pelo contrário: estava na irmã pobreza. Sua serenidade interior foi encontrada no contato com o outro e no respeito à natureza.

Que possamos ter sempre em mente o exemplo de Maria, de São Francisco e de tantos outros para compreendermos que a paz que nos falta é a paz que devemos construir.

A Figueira

Autor: Nilson Silva - PJ

O evangelista Lucas narra-nos a história contada por Jesus a respeito de um homem que plantara uma figueira em sua vinha e que, passados três anos, mandou ao viticultor que cortasse a figueira, pois ela não produzira nenhum fruto até então. O viticultor, enchendo-se de compaixão e misericórdia pela figueira, pediu ao dono que esperasse mais um ano. Então, se a figueira continuasse sem produzir frutos, ele a cortaria.

Não sabemos o que houve depois de um ano... não sabemos se a figueira produziu algum fruto... ou se foi cortada. Mas sabemos que aquele viticultor encheu-se de amor e carinho pela figueira. Sabemos que ele quis dar mais uma chance para que ela produzisse frutos. Sabemos que ele acreditava na razão da existência daquela árvore.

Ora, ele a plantara e dela cuidara desde que lançara do solo seu primeiro broto. Acompanhara os despontar de suas primeiras folhas, despejara as primeiras gotas d’água na pequenina planta. Enfim, ela nascera sob seus cuidados e, sob seu olhar de homem que entende a vida, crescera e se tornara uma árvore.


Façamos, pois, um paralelo com a nossa vida. Temos, muitas vezes, coisas bonitas e vistosas, como folhas viçosas, que enfeitam nosso viver e nos destacam no meio em que vivemos. Somos, muitas vezes, bem vistos e como a figueira que se destaca entre os ramos do pé de uva, estamos em destaque por entre as pessoas onde vivemos. Muitas vezes, por nos sentirmos diferentes e maiores, assim como a figueira entre as folhas da videira, queremos ser considerados os melhores e mais perfeitos no lugar em que vivemos.

Com tudo isso, acontece que esquecemos de produzir frutos e nos tornamos iguais à figueira, somente vistosos, mas sem produzir. Ou seja, tornamo-nos inúteis ocupantes do solo onde outros poderiam produzir muito.

O Senhor Jesus, que é misericordioso e compreensivo, espera que cada um de nós produza muitos frutos para a melhora e transformação do mundo e das pessoas com as quais convivemos. O Senhor acredita nas nossas possibilidades e nos ajuda, dando a cada um de nós o conforto e a força necessários para que produzamos frutos saborosos. Ele, o sacerdote que se apresenta diante de Deus Pai oferecendo-se a si mesmo em sacrifício pelos nossos pecados, sempre cuida com carinho de nossos corações ingratos.

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